Nos bastidores colorados, a contratação do capitão da Libertadores e do Mundial é algo para 2012. Nesta entrevista a ZH, Fernandão fala sobre um possível retorno ao Beira-Rio, a reconciliação com Fernando Carvalho, a dor de enfrentar o Inter em 2009, o time de Falcão e sobre Leandro Damião. A seguir, os principais trechos:
Zero Hora _ Você já decidiu se seguirá como jogador ou se partirá para uma nova carreira no futebol?
Fernandão _ Saí do São Paulo (em maio) com uma lesão no púbis e voltei a Goiânia para ficar em tratamento. Tive vários convites, do Brasil, da Rússia e dos EUA, mas ainda não abri negociações com ninguém porque ainda não estou me sentindo bem. Enquanto não estiver 100%, não vou negociar com ninguém. Seria desonesto da minha parte.
Fernandão _ Saí do São Paulo (em maio) com uma lesão no púbis e voltei a Goiânia para ficar em tratamento. Tive vários convites, do Brasil, da Rússia e dos EUA, mas ainda não abri negociações com ninguém porque ainda não estou me sentindo bem. Enquanto não estiver 100%, não vou negociar com ninguém. Seria desonesto da minha parte.
ZH _ E quando você tomará esta decisão?
Fernandão _ Caso não me sinta confiante para jogar anteciparei a ideia de aposentadoria, que estava prevendo para daqui a um ano. Ainda estou lutando contra o meu púbis. O prazo para a recuperação é enquanto o mercado estiver aberto.
Fernandão _ Caso não me sinta confiante para jogar anteciparei a ideia de aposentadoria, que estava prevendo para daqui a um ano. Ainda estou lutando contra o meu púbis. O prazo para a recuperação é enquanto o mercado estiver aberto.
ZH _ Disputar o Brasileirão não está nos planos?
Fernandão _ Não estou animado com nenhuma oferta. Pegar o campeonato em meio à temporada complica as coisas. Tenho muita vontade de jogar nos EUA ou na Rússia. Se tiver que encerrar a carreira, estou pronto. É algo que penso desde 2009. Não vou sofrer por isso.
Fernandão _ Não estou animado com nenhuma oferta. Pegar o campeonato em meio à temporada complica as coisas. Tenho muita vontade de jogar nos EUA ou na Rússia. Se tiver que encerrar a carreira, estou pronto. É algo que penso desde 2009. Não vou sofrer por isso.
ZH _ Você já foi convidado para assumir como gerente executivo do Inter?
Fernandão _ Não teve nada. Houve coincidências: a minha reaproximação com o Fernando Carvalho (a relação estava estremecida desde 2009, quando o atacante acabou voltando do Catar para o Brasil, mas assinou com o Goiás porque entendeu que não havia interesse de Carvalho na sua contratação), o pedido de demissão do Chumbinho (o então gerente executivo de futebol do Inter, Newton Drummond). As pessoas ligaram uma coisa a outra. Mas não ocorreu o convite. Adoraria voltar ao Inter, e esta função me parece muito interessante. A minha família é louca por Porto Alegre. Não tenho mais casa na cidade, apenas uma, em Atlântida, mas nada me impediria de comprar um imóvel novo aí, né?
Fernandão _ Não teve nada. Houve coincidências: a minha reaproximação com o Fernando Carvalho (a relação estava estremecida desde 2009, quando o atacante acabou voltando do Catar para o Brasil, mas assinou com o Goiás porque entendeu que não havia interesse de Carvalho na sua contratação), o pedido de demissão do Chumbinho (o então gerente executivo de futebol do Inter, Newton Drummond). As pessoas ligaram uma coisa a outra. Mas não ocorreu o convite. Adoraria voltar ao Inter, e esta função me parece muito interessante. A minha família é louca por Porto Alegre. Não tenho mais casa na cidade, apenas uma, em Atlântida, mas nada me impediria de comprar um imóvel novo aí, né?
ZH _ Você está preparado para assumir uma função como esta?
Fernandão _ Na verdade, fiz isso a minha vida inteira, no Goiás e no Inter. Ser gerente executivo de futebol é como ser o capitão do time. É o elo entre o vestiário e a direção. Sim, me sinto pronto. A especialização para ocupar este cargo ocorre no dia a dia, na vivência com os jogadores. Hoje, a grande malandragem do futebol é saber como falar com cada jogador.
Fernandão _ Na verdade, fiz isso a minha vida inteira, no Goiás e no Inter. Ser gerente executivo de futebol é como ser o capitão do time. É o elo entre o vestiário e a direção. Sim, me sinto pronto. A especialização para ocupar este cargo ocorre no dia a dia, na vivência com os jogadores. Hoje, a grande malandragem do futebol é saber como falar com cada jogador.
ZH _ Não seria necessária uma especialização?
Fernandão _ Mas buscar especialização com quem? Futebol é vivência, não é teoria. É um cargo para quem já viveu dentro de um vestiário. André (Döring, ex-goleiro do Inter e atual auxiliar de Falcão) é um cara supercapacitado para esta função. O gerente é o cara que, por exemplo, deve penar seis meses antes em quem será o substituto do Leandro Damião, quando ele for vendido. É preciso conhecer novos talentos e os empresários, que hoje comandam o mercado.
Fernandão _ Mas buscar especialização com quem? Futebol é vivência, não é teoria. É um cargo para quem já viveu dentro de um vestiário. André (Döring, ex-goleiro do Inter e atual auxiliar de Falcão) é um cara supercapacitado para esta função. O gerente é o cara que, por exemplo, deve penar seis meses antes em quem será o substituto do Leandro Damião, quando ele for vendido. É preciso conhecer novos talentos e os empresários, que hoje comandam o mercado.
ZH _ Como foi a reconciliação com Fernando Carvalho?
Fernandão _ Foi o Novelletto (Francisco Novelletto, presidente da FGF) quem deu início a este processo. Um dia ele me disse: “fala com o Fernando (Carvalho). Resolvam isso”. Não guardo mágoa de quem, muito menos do Carvalho, que me levou para o Inter e me deu a oportunidade de ganhar os maiores títulos da minha vida. Mas acredito que os dois estavam com receio de telefonar. Jamais brigamos, o que houve foi uma situação constrangedora. Fiquei muito mal por um bom tempo. Mas o Carvalho me ligou, conversamos, e nos acertamos de novo.
Fernandão _ Foi o Novelletto (Francisco Novelletto, presidente da FGF) quem deu início a este processo. Um dia ele me disse: “fala com o Fernando (Carvalho). Resolvam isso”. Não guardo mágoa de quem, muito menos do Carvalho, que me levou para o Inter e me deu a oportunidade de ganhar os maiores títulos da minha vida. Mas acredito que os dois estavam com receio de telefonar. Jamais brigamos, o que houve foi uma situação constrangedora. Fiquei muito mal por um bom tempo. Mas o Carvalho me ligou, conversamos, e nos acertamos de novo.
ZH _ Em 2009, pelo Goiás, você enfrentou o Inter no Beira-Rio. Perdeu o jogo por 4 a 0 e foi expulso com 12 minutos (por, supostamente, tentar dar um cotovelaço em Magrão). Qual foi o seu sentimento aquela noite?
Fernandão _ Não dormi depois do jogo. Jamais havia sido expulso na vida, acho que foi a minha primeira expulsão na carreira, nem tentei agredir o Magrão. O árbitro errou. Mas o pior foi jogar contra o Inter. Jamais me imaginei vestindo outra camisa que não a do Inter. Entrei até em depressão por não ter voltado para o Inter. As coisas só se resolveram na minha cabeça depois que fui para o São Paulo.
Fernandão _ Não dormi depois do jogo. Jamais havia sido expulso na vida, acho que foi a minha primeira expulsão na carreira, nem tentei agredir o Magrão. O árbitro errou. Mas o pior foi jogar contra o Inter. Jamais me imaginei vestindo outra camisa que não a do Inter. Entrei até em depressão por não ter voltado para o Inter. As coisas só se resolveram na minha cabeça depois que fui para o São Paulo.
ZH _ O que pensa sobre o time de Falcão?
Fernandão _ Tem um baita elenco e o Falcão está começando a implantar o sistema dele. No Brasil, se cobra resultado no segundo jogo. Ele ganhou o Gauchão aos trancos e barrancos, o Brasileirão começou complicado, mas o time começou a ganhar corpo. Tenho certeza que ele vai se dar bem: conhece futebol, é inteligente e tem um baita time na mão. A equipe está começando a fluir. Algumas peças sempre faltarão, mas tem time para ser campeão.
Fernandão _ Tem um baita elenco e o Falcão está começando a implantar o sistema dele. No Brasil, se cobra resultado no segundo jogo. Ele ganhou o Gauchão aos trancos e barrancos, o Brasileirão começou complicado, mas o time começou a ganhar corpo. Tenho certeza que ele vai se dar bem: conhece futebol, é inteligente e tem um baita time na mão. A equipe está começando a fluir. Algumas peças sempre faltarão, mas tem time para ser campeão.
ZH _ O que você acha do Leandro Damião?
Fernandão _ Este é craque. Os europeus cairão matando em cima dele na janela. É um jogador completo: dribla, entra na área, é finalizador, e está sempre no lugar certo. Tem uma média de gols espetacular. O Inter terá que se desdobrar para segurá-lo. Só a Seleção não quis ele. Bom para o Inter.
Fernandão _ Este é craque. Os europeus cairão matando em cima dele na janela. É um jogador completo: dribla, entra na área, é finalizador, e está sempre no lugar certo. Tem uma média de gols espetacular. O Inter terá que se desdobrar para segurá-lo. Só a Seleção não quis ele. Bom para o Inter.

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